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Detalhe do Livro

UM BRASIL AMBIVALENTE: AGRONEGÓCIO, RURALISMO E RELAÇÕES DE PODER
ISBN: 978-85-7478-314-7
UM BRASIL AMBIVALENTE: AGRONEGÓCIO, RURALISMO E RELAÇÕES DE PODER
Autor: Regina Bruno ;;   Cláudio Francisco Severino ;;   Abdias Vilar de Carvalho ;;   Janaína Tude Sevá ;;   Maria Antonieta da Costa Vieira ;;   Caroline Araújo Bordalo ;;   Silvia Lima de Aquino ;
Editora: Mauad Editora Ltda
Gênero: Sociologia
Páginas:284

De: R$ 42,00
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O Brasil do agronegócio e do ruralismo é caracterizado pelo entrelaçamento de valentias (ou forças) aparentemente inconciliáveis, mas reveladas como constitutivas de um mesmo ser.
 Ambivalência. Esta é uma das chaves principais para interpretar o Brasil do agronegócio e do ruralismo, caracterizado pelo entrelaçamento de valentias (ou forças) aparentemente inconciliáveis, mas reveladas como constitutivas de um mesmo ser. Um Brasil ambivalente mostra, assim, tradição e modernidade, antiga e nova ordem, discursos e ações contraditórios, com foco nas questões agrárias e nas relações de poder. Nesse sentido, duas preocupações norteiam as reflexões deste livro. Por um lado, o desafio de compreender a ambivalência presente na prática e no discurso patronal rural, e, por outro, chamar a atenção para o fato de que grandes proprietários de terra e empresários rurais fazem parte de uma imensa e intrincada rede de relações sociais, configurando, desse modo, tensões, acordos, divergências, identidades, adversários e aliados. Com proposições teórico-metodológicas e, ao mesmo tempo, estudos de caso, Um Brasil ambivalente expõe um modo próprio de “ser” e “fazer” desses grupos e de seus porta-vozes. E é instigante, ao debater ações e representações que não se orientam tão somente pela razão econômica, nem se regem exclusivamente pela razão "afetiva".*****Regina Angela Landim Bruno é socióloga e professora do CPDA/UFRRJ. Coordena o Núcleo de Estudo e Pesquisa Agronegócio, Ruralismo e Poder (Narup). As reflexões que desenvolve em seus trabalhos são voltadas, predominantemente, para a problemática agrária, a questão patronal rural e as relações de poder. É autora do livro Senhores da terra, senhores da guerra. A nova face política das elites agroindustriais no Brasil (Forense Universitária/Edur, 1997). Em sua trajetória acadêmica, foi orientada por Mauricio Vinhas de Queiroz (Mestrado na Universidade de Brasília, 1976), Jacques Chonchol (Doctorat de Troisième Cycle - Université de Paris III. Sorbonne-Nouvelle, 1979) e Maria de Nazareth Baudel Wanderley (Doutorado na Unicamp, 2002).
 Por que a ambivalência se apresenta como princípio ordenador do discurso patronal rural e conformador de uma determinada prática social e política? Em que sentido o habitus patrimonial, corporativista e clientelista se encontra interiorizado, desponta como legitimador das desigualdades sociais e políticas e se atualiza e se objetiva nos embates sociais? Um Brasil ambivalente: agronegócio, ruralismo e relações de poder reflete sobre essas questões e aponta as contradições de discursos e ações.